REVISTA

A ANGUSTIA DO LÍDER

Jesus é o maior líder que a humanidade já conheceu. Fez milhares de seguidores, ensinou lições que atravessaram os séculos e inaugurou, em seu nome, o maior movimento da historia. Contudo, sofreu como ninguém as duras implicações do amor e da relevância. E o melhor exemplo é seu drama pessoal no Jardim Getsêmani, com o qual aprendemos algumas lições.
Em primeiro lugar, o líder deve estar preparado para a provação. Jesus estava. Como disse aos discípulos: “ Agora a minha alma esta perturbada.. Que  direi? Pai, salva-me desta hora? Mas para este propósito vim” (João 12:27). Sabia que o deserto do inicio fora apenas o primeiro de sua jornada. Sabia que assumir a missão significa ao mesmo tempo, aceitar a provação.  ainda assim, não foi fácil enfrentá-la, e não o fez sem sangrar. Grandes gotas de sangue!
Liderar não é uma aventura romântica. Não é  uma experiência de segurança e tranqüilidade . Exige  anulação de nossas pretensões de autoestima  ou autossuficiência. Envolve lidar com criticas destrutivas e gratuitas, oposições ferozes ( e, as vezes desleais), falhas e fracassos que jamais são perdoados, falta de reconhecimento. Não significa que não haja vitórias ou prazeres, mas não anulam as lutas. Como exortou Spurgeon: “Preparem-se meus jovens amigos, para se tornarem cada vez mais fracos; preparem-se para mergulhar a níveis cada vez mais baixos de autoestima; preparem-se para autoaniquilação; e orem para que Deus apresse este processo”.
Em segundo lugar, o lider deve estar preparado para a submissão. Jesus submeteu-se. Orou a Deus dizendo: “ Seja feita a Tua vontade e não a minha”. A vontade pessoal, as emoções e, inclusive, a razão podem conspirar contra o projeto de liderança. Torna-lá  um projeto particular. Mas nenhuma liderança é pessoal, uma vez que o líder lidera outros em nome de um valor superior aos interesses individuais.
Jesus submeteu-se ao Pai. Os apóstolos submeteram-se a Jesus. Lideres, para poderem liderar com legitimidade, devem submeter-se e prestar contas. Essa é a única  garantia contra os apelos da facilidade utilitária, cujo lema conhecemos bem: “os fins justificam os meios”. Somente a obediência  assegura uma existência ética. Como disse C. S. Lewis,  “ A obediência é o caminho da liberdade, a humildade, o caminho do prazer e a unidade, o caminho que conduz à personalidade”.  
Em terceiro lugar, o lider deve estar preparado para a solidão. Jesus experimentou a solidão. Embora sempre se fizesse acompanhar dos discípulos, sobretudo daqueles que eram-lhe mais íntimos, no momento mais  intenso e decisivo em sua vida viu-se só. Nem uma hora puderam vigiar com ele. Dormiram. Estavam de “corpo presente”, mas não eram capazes de acompanhar-lhe em sua angustia de alma. E é na angustia de sua alma que todo líder se sente mais só.
Na inevitável solidão da liderança o líder descobre a efemeridade dos elogios, das valorizações e dos reconhecimentos de qualquer ordem. Ninguém sabe o que verdadeiramente se passa no coração do líder. Ninguém pode acompanhá-lo em suas angustias e aflições mais internas. Cedo ou tarde, toda liderança, por mais bem sucedida que seja, se revelará um deserto, no qual  sobramos sós, muito mais reflexivos e conscientes de nossa necessidade de nos apresentarmos diante de Deus. Ele conhece nosso coração e nos acolhe em seus braços. No fim, terá valido a pena. E o Getsêmani não terá a ultima palavra.  ( Pr Marcelo Gomes)

 

Evanir Stadler

 

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